imigrantes japoneses

No começo do século XX, o Brasil precisava de mão-de-obra estrangeira para as lavouras de café, enquanto o Japão, passava por um período de grande crescimento populacional. A economia nipônica não conseguia gerar os empregos necessários para toda população, então, para suprir as necessidades de ambos países, foi selado um acordo imigratório entre os governos brasileiro e japonês.

Nos primeiros dez anos da imigração, aproximadamente quinze mil japoneses chegaram ao Brasil. Este número aumentou muito com o início da Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Pesquisas indicam que de 1918 até 1940, aproximadamente 160 mil japoneses vieram morar em terras brasileiras. A maioria dos imigrantes preferiam o estado de São Paulo, pois nesta região já estavam formados bairros e até mesmo colônias com um grande número de japoneses. Porém, algumas famílias espalharam-se para outros cantos do Brasil como, por exemplo, agricultura no norte do Paraná, produção de borracha na Amazônia, plantações de pimenta no Pará, entre outras.

Segue abaixo alguns dados históricos que fizeram parte da imigração japonesa no Pará

  • Antes de imigrarem para o Estado do Amazonas, em 1926 chegava à delegação de pesquisa "Fukuhara", que tinha como objetivo escolher os locais apropriados à introdução dos colonos japoneses no Estado do Pará.

  • Para a região Norte, o primeiro grupo de imigrantes japoneses chegou ao Pará em 16 de Setembro de 1929, dirigindo-se para a colônia de Tomé-Açu, distante de Belém 230km.

  • A característica da presença japonesa no Pará e na Amazônia é ter se estabelecido em núcleos coloniais agrícolas.

  • Nas colônias de Tomé-Açu os japoneses encontraram casas, hospitais, escolas para o ensino da língua portuguesa, luz elétrica, etc.

  • Muitos imigrantes morreram de doenças como a malária e gripe. Entre 1935 e 1942, 276 famílias japonesas abandonaram o Pará em direção ao sul do Brasil.

  • Alguns japoneses migraram para as redondezas de Belém onde posteriormente vieram a constituir alguns núcleos como os do Tapanã, Coqueiro e Ananindeua.

  • Os japoneses começaram a trabalhar com o cultivo do cacau, do arroz, feijão, algodão, tabaco, cana-de-açúcar, mandioca e, mais tarde, introduziram em Tomé-Açu o cultivo da pimenta.

  • Durante a Segunda Guerra Mundial os "japoneses" que estavam nas cidades foram para colônias, mais especificamente a do rio Acará que se chamava Tomé-Açu, instituída como "campo de concentração dos japoneses".

  • Passada a guerra, em 1947 introduz-se em Tomé-Açu o cultivo da pimenta que dez anos depois que duas mudas vingaram quando trazidas da Malásia, multiplicara-se para 820.000 pés, com uma produção de 2.300 toneladas.

  • A pimenta que obtinha alto preço no mercado internacional é plantada nas diversas colônias do Pará e originou uma outra expansão de núcleos ou de indivíduos de origem japonesa para outras regiões do Estado como Curuçá, Vigia, etc.

  • A pimenta permitiu um maior relacionamento da comunidade "japonesa" com a brasileira e entre ela mesma, devido à criação em 1958 da Associação Pan-Amazônia Nipo-Brasileira (APANB) com sede em Belém.

  • Em 1969 uma bactéria chamada fusarium ataca as plantações de pimenta, devastando a cultura em todo o Estado, pressionando a migração de "japoneses" das diversas colônias e principalmente de Tomé-Açu.

  • No sentido de buscar novas áreas que fossem imunes a praga, eles migram para outras regiões do Pará ou mudam de atividade vindo para Belém.

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